“Importa entender que ‘comunicar o Evangelho / Evangelizar não é acto num lugar marginal, embora possa acontecer em situações de marginalidade social, já que é nelas que o lugar próprio do Verbo criador está mais receptivo. Trata-se sempre de um ‘lugar humano’, no qual o Verbo não é colado à ‘experiência’, mas é nela ‘como experiência humana’ que procede à elevação para a plenitude. O Verbo na é só criador do passado do qual se faz recordação, mas é Criador no ‘lugar humano’ onde as acções eclesiais se realizam, onde abrem o humano à energia divina que o habita e eu, repetidas vezes, é ofuscada ou muito debilitada pelo pecado. O lugar no qual a comunicação se faz é o lugar humano no qual se vive a aventura humana referindo-se a Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, o que implica uma dupla hermenêutica, a da existência humana e a da ‘tradição religiosa’, para que seja possível ‘uma comunicação autêntica de Deus ao ser humano”
(SILVA LIMA, José da. Teologia Prática Fundamental - Fazei Vós, também! Universidade Católica Editora, 2005, p. 213 - sobre a reflexão de J. Audinet)