6 de mai. de 2011

Concílio Vaticano II: Em busca de novos tempos!

"O Concílio Vaticano II foi, sem dúvida, um marco na história da Igreja, sobretudo, na sua relação com o ser humano individualmente e com toda a comunidade humana. Entendendo-se como luz do mundo, a Igreja reconhece ser necessário ampliar o horizonte e dirigir-se a todo o ser humano, conforme ensina o Evangelho. “Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância” (Jo 10,10).
A forma como a Igreja se relaciona com o ser humano depende essencialmente de seu paradigma antropológico. Paradigma este desenvolvido, sobretudo, no documento Gaudium et Spes, 1965, e que hoje serve como suporte para as ações eclesiais, incluindo nestas o serviço de Aconselhamento Pastoral.  Reconhecer o ser humano em sua dignidade e vocação própria, requer, além do olhar para a pessoa como indivíduo e sujeito, atenção especial para as realidades que o circundam. A missão da Igreja se realiza num lugar (histórico e geográfico), sendo, portanto, este o seu desafio maior: concretizar o Reino de Deus no aqui e agora, o que significa abraçar as “alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias” (GAUDIUM ET SPES, 1965, P. 539) de todos os seres humanos.  A Igreja, ao contemplar o ser humano, reflete também sobre seu ser comunhão, ou seja, comunidade de fé, uma comunidade que, a exemplo das primeiras comunidades cristãs, se coloca a serviço dos irmãos. 
Constituída por todo o Povo de Deus, a Igreja é um lugar teológico onde se vivencia de um lado a acolhida pessoal, individualizada, isto é, do amor pessoal de Deus, e, por outro, a plena comunhão, onde uns servem os outros – numa adequada interdependência humana - para o bem de toda a comunidade. 
(HOSS, Geni Maria. Antropologia do Vaticano II, 2011, Congresso ANPTECRE)

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