20 de fev. de 2011

A caridade é o distintivo de cada cristão

"O que Cristo colocou no coração dos discípulos - o Amor fraterno - é o critério basilar da comunidade cristã, que escuta a Palavra, que celebra a fracção do pão e nela reconhece Cristo ressuscitado e que vela pelo bem de todos, acudindo às necessidades dos irmãos no exercício constante de serviços inspirados pelo Espírito. Sabe que é comunidade fraterna."

SILVA LIMA, José da. Teologia Práctica Fundamental... Lisboa, 2009, p. 316

17 de fev. de 2011

Edificando a Igreja

"Nas mesas das comunidades, homens e mulheres esperam. Na Eucaristia se enraiza a prática do anúncio, da transformação, da caridade operativa no mundo. Os gestos e as palavras que moldam a Mesa Eucarística não ficam encerrados na sala ritual nem apenas no coração de cada um como custódia santificada. Toda a acção pastoral começa ali, as pessoas anseiam por um encontro fecundante que transforme as suas vidas, mesmo nas situações em que a esperança parece já não ter sentido. Importa que "todos comam e fiquem saciados", o que implica um trabalho de distribuição e partilha em todos os tempos e lugares. A Pastoral quotidiana, como obra de todos, ali se enraíza: a construção da Igreja faz-se a partir dali."

SILVA LIMA, José da. Teologia Práctica Fundamental... Lisboa, 2009, p. 46.

2 de fev. de 2011

Teologia Prática na voz da Igreja

Teologia Prática é "uma reflexão científica sobre a Igreja no seu edificar-se quotidiano, com a força do Espírito, dentro da história; sobre a Igreja, portanto, como "sacramento universal da salvação", como sinal e instrumento vivo da salvação de Jesus Cristo na Palavra, nos Sacramentos e no serviço da Caridade. A pastoral não é apenas uma arte nem um complexo de exortações, de experiências ou de métodos; possui uma plena dignidade teológica, porque recebe da fé os princípios e critérios de ação pastoral da Igreja na história, de uma Igreja que se "gera" em cada dia a si mesma. […] Entre estes princípios e critérios, se encontra aquele particularmente importante do discernimento evangélico das situações sócio-culturais e eclesiais, no seio das quais se desenrola a ação pastoral."

IGREJA CATÓLICA (1978-2005: João Paulo II). Exortação Apostólica Pastores Dabo Vobis. São Paulo: Loyola. 1992, p.70.

31 de jan. de 2011

Planejamento Pastoral

Se é preciso saber o caminho para chegar ao destino, também os cristãos católicos tem o sagrado dever de olhar para sua realidade, identificar suas necessidades da comunidade, na dimensão espiritual e humana, e traçar o rumo para a caminhada de fé.
O Magistério da Igreja insiste na necessidade de planejamento - um planejamento com alma e coração - para promover o crescimento da fé das comunidades. Entendendo-se a fé na relação com Deus e o irmão.
Como planejar:
Tudo começa pela análise da realidade sob diversos aspectos: religioso, sócio-econômico, geográfico, histórico;
Nesta realidade identifica-se as necessidades de ordem espiritual e humana e as possibilidades de dar uma resposta considerando um horizonte de curto, médio e longo prazo.
Não perder de vista o centro da fé cristã: Cristo! Todo o projeto eclesial deve contemplar a caminhada do cristão na fé: A experiência de Deus, a conversão e a vocação missionária.
Considerando estes pontos, elabora-se um objetivo preciso, define-se as metas concretas a serem alcançadas, estabelece-se o tempo da realização, o responsável, a avaliação contínua do projeto e como ele se articula com todo o processo pastoral, isto é, como se integra no planejamento global de uma comunidade.
Planejar no âmbito de uma comunidade de fé não é um planejar meramente técnico, mas motivado pela missão. Este diferencial norteia os processos e, à luz da fé cristã, inclui todos. Esta inclusão não se refere somente ao "destinatário" do projeto, mas, sobretudo, ao "partícipe", ao protagonista da vida da comunidade.
Deve-se descobrir, como na comunidade de Jerusalém, quais são os carismas da comunidade e integrar cada um de acordo com o dom que recebeu de Deus.
Um planejamento pastoral é um planejamento movido pelo Espírito Santo. Por este motivo, não há planejamento efetivo sem comunhão e oração. Comunhão, no entanto, não pode ser entendido como total unanimidade, mas como consenso necessário para uma decisão que convença e motive toda a comunidade a se envolver na execução do referido projeto. Decisões estas pautadas na Palavra do Evangelho, libertos de interesses e desejos pessoais.
É comum encontrar na comunidade pessoas que questionam o planejamento pastoral sob o pretexto de que o mais importante é a prática. São atitudes que denunciam a fuga do comprometimento com a fé abraçada. Evidente que o assunto não é impressionar com projetos bem elaborados, mas não praticados. Pretende-se planejamento sério, com constante avaliação e, sempre que necessário, novos impulsos para que se alcançar o propósito tomado.
O autêntico planejamento pastoral é a oportunidade de a comunidade viver de forma intensa sua responsabilidade, seu ser régio, sacerdotal e profético.
Geni Maria Hoss, Doutoranda em Teologia Prática.