10 de dez. de 2015

Teologia contextualizada, uma boa opção?

"A contextualização da Teologia na sua forma mais radical pode não ser a melhor forma de reflexão teológica. Toda Teologia deve ter simultaneamente raízes e asas, ou seja, deve ter seu fundamento profundamente arraigado na realidade local, mas ao mesmo tempo tem que ter uma visão ampla, uma perspicácia global. Do contrário, teremos reflexões pontuais sem repercussão em outras realidades que professam a mesma fé. Há condições e aspirações humanas relacionadas ao ser e estar no mundo com significado e este é mediado no campo da fé. Esta é uma dimensão humana global. Ademais, com a globalização muitas formas de pensamento e também problemáticas cotidianas se aproximaram de tal forma que a Teologia perde grande parte de suas possibilidades caso se apresente demasiado presa a uma realidade humana muito específica e geograficamente bem definida. Se há elementos culturais bem definidos e originais na América Latina, África, países asiáticos ... por exemplo, há também inquietudes e interpelações de cada realidade semelhantes, ou ao menos similares. Assim se pode entender que a Teologia da Libertação e outras reflexões teológicas específicas locais encontrem eco não somente na América Latina". (HOSS, Geni Maria, reflexão 10 de julho de 2015).

7 de dez. de 2015

Hino Oficial do Ano Santo da Misericórdia!


Ser no mundo - uma missão, uma responsabilidade

"Todas as afirmações da centralidade do ser humano na criação não representam o isolamento e sobreposição inconsequente, mas justamente a sua integração no todo do meio ambiente, por reconhecer sua responsabilidade derivada da ordem da criação. Ser outro não significa ser fora de, mesmo na ordem da fé uma vez que o próprio Criador colocou um modo de ser e estar no mundo interdependente e complexo na sua criação. É preciso “respeitar as leis inscritas na criação e as relações que derivam da natureza das coisas é princípio de sabedoria e fundamento da moral”* . As transgressões desta ordem estão na raiz do desequilíbrio ecológico em todas as esferas da vida, em última análise, uma transgressão contra o próprio Criador. A ordem, no entanto, constitui-se de forma complexa, ou seja, não é ao todo fechada, desafiando o ser humano na sua tarefa de partícipe dos dinâmicos processos que sustentam a vida no planeta. Por isso, neste sentido as demandas em relação à sustentabilidade do planeta são apelo para conversão. Tudo o que atenta ao projeto original de Deus, manifesto pela ordem intrínseca das coisas criadas, requer reconciliação com Deus que tudo criou com um  sentido próprio e, ao ser humano, confiou os cuidados pelo jardim. Um jardim que tem sua ordem própria e está sempre aberto para o aperfeiçoamento. O senhorio desejado por Deus, nesta ordem, trata de uma relação ética e respeitosa e contribuição efetiva para o equilíbrio ecológico." http://genihoss.blogspot.com.br/2015/12/fe-e-sustentabilidade.html
 
*CATECISMO da Igreja Católica, 1999. n. 354