11 de mai. de 2011

Comunicar o Evangelho

“Importa entender que ‘comunicar o Evangelho / Evangelizar não é acto num lugar marginal, embora possa acontecer em situações de marginalidade social, já que é nelas que o lugar próprio do Verbo criador está mais receptivo. Trata-se sempre de um ‘lugar humano’, no qual o Verbo não é colado à ‘experiência’, mas é nela ‘como experiência humana’ que procede à elevação para a plenitude. O Verbo na é só criador do passado do qual se faz recordação, mas é Criador no ‘lugar humano’ onde as acções eclesiais se realizam, onde abrem o humano à energia divina que o habita e eu, repetidas vezes, é ofuscada ou muito debilitada pelo pecado. O lugar no qual a comunicação se faz é o lugar humano no qual se vive a aventura humana referindo-se a Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, o que implica uma dupla hermenêutica, a da existência humana e a da ‘tradição religiosa’, para que seja possível ‘uma comunicação autêntica de Deus ao ser humano”
(SILVA LIMA, José da. Teologia Prática Fundamental - Fazei Vós, também! Universidade Católica Editora, 2005, p. 213 - sobre a reflexão de J. Audinet)

6 de mai. de 2011

Concílio Vaticano II: Em busca de novos tempos!

"O Concílio Vaticano II foi, sem dúvida, um marco na história da Igreja, sobretudo, na sua relação com o ser humano individualmente e com toda a comunidade humana. Entendendo-se como luz do mundo, a Igreja reconhece ser necessário ampliar o horizonte e dirigir-se a todo o ser humano, conforme ensina o Evangelho. “Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância” (Jo 10,10).
A forma como a Igreja se relaciona com o ser humano depende essencialmente de seu paradigma antropológico. Paradigma este desenvolvido, sobretudo, no documento Gaudium et Spes, 1965, e que hoje serve como suporte para as ações eclesiais, incluindo nestas o serviço de Aconselhamento Pastoral.  Reconhecer o ser humano em sua dignidade e vocação própria, requer, além do olhar para a pessoa como indivíduo e sujeito, atenção especial para as realidades que o circundam. A missão da Igreja se realiza num lugar (histórico e geográfico), sendo, portanto, este o seu desafio maior: concretizar o Reino de Deus no aqui e agora, o que significa abraçar as “alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias” (GAUDIUM ET SPES, 1965, P. 539) de todos os seres humanos.  A Igreja, ao contemplar o ser humano, reflete também sobre seu ser comunhão, ou seja, comunidade de fé, uma comunidade que, a exemplo das primeiras comunidades cristãs, se coloca a serviço dos irmãos. 
Constituída por todo o Povo de Deus, a Igreja é um lugar teológico onde se vivencia de um lado a acolhida pessoal, individualizada, isto é, do amor pessoal de Deus, e, por outro, a plena comunhão, onde uns servem os outros – numa adequada interdependência humana - para o bem de toda a comunidade. 
(HOSS, Geni Maria. Antropologia do Vaticano II, 2011, Congresso ANPTECRE)

A Igreja em construção

“O rito eucarístico da Igreja Primitiva, símbolo da vida comunitária nunca se separava da Palavra que interpreta a vida de Jesus, o Cristo, nem do serviço aos pobres na justiça que exigia a chegada do Reino de Deus”/” A Liturgia, o culto, era serviço de toda a comunidade que a arrastou à comunhão fraterna com os mais necessitados. A comunio eucarística arrastava a diaconia fraterna e social. A Liturgia selava-se, entre os irmãos, no serviço da diaconia.”
(SILVA LIMA, José da. Teologia Prática Fundamental - Fazei Vós, também! Universidade Católica Editora, 2005, p. 146)

27 de abr. de 2011

Páscoa!

"Dois grandes sinais caracterizam a celebração litúrgica da Vigília Pascal. Temos antes de mais nada o fogo que se torna luz. A luz do círio pascal que, na procissão através da igreja encoberta na escuridão da noite, se torna uma onda de luzes, fala-nos de Cristo como verdadeira estrela da manhã eternamente sem ocaso, fala-nos do Ressuscitado em quem a luz venceu as trevas. O segundo sinal é a água. Esta recorda, por um lado, as águas do Mar Vermelho, o afundamento e a morte, o mistério da Cruz; mas, por outro, aparece-nos como água nascente, como elemento que dá vida na aridez. Torna-se assim imagem do sacramento do Batismo, que nos faz participantes da morte e ressurreição de Jesus Cristo.' (Bento XV, 24/04/2011).